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Os 10 principais mitos sobre doenças cardiovasculares

Você já ouviu alguém dizer que doenças cardiovasculares só acontecem com idosos? Ou que, se a pressão estivesse alta, certamente daria algum sinal? Pois é… no universo da saúde cardiovascular, os mitos são muitos — e perigosos.

As doenças cardiovasculares continuam sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo, e parte disso se deve à desinformação e ao diagnóstico tardio. O problema é que confiar em ideias equivocadas pode fazer com que sinais importantes sejam ignorados — e aí o risco aumenta.

Conheça agora os 10 mitos mais comuns sobre doenças cardíacas e entenda por que é tão importante cuidar do coração com informação, prevenção e acompanhamento profissional.

1. “Sou muito jovem para me preocupar com doenças cardíacas.”

É comum associarmos problemas cardíacos a pessoas idosas. Mas a verdade é que hábitos ruins acumulados desde cedo (como sedentarismo, má alimentação e estresse) podem afetar o coração já na juventude. E com o aumento de casos de obesidade e diabetes tipo 2 entre os mais jovens, os riscos aparecem cada vez mais cedo.

2. “Se eu tivesse pressão alta, eu saberia.”

Esse é um dos mitos mais perigosos. A hipertensão arterial é conhecida como a “assassina silenciosa” justamente porque pode não apresentar sintomas por anos. Sem tratamento, ela pode levar a infartos, AVCs e problemas nos rins. Por isso, medir a pressão regularmente é essencial.

3. “Se não estou com dor no peito, não é ataque cardíaco.”

Embora a dor no peito seja um sintoma clássico, ataques cardíacos podem se manifestar de formas diferentes. Falta de ar, náusea, tontura e dor nas costas, maxilar ou braços também podem indicar um infarto, especialmente em mulheres. Diante de qualquer dúvida, o ideal é procurar atendimento imediatamente.

4. “Se eu controlo o diabetes com medicamentos, meu coração está protegido.”

Infelizmente, não é tão simples assim. Mesmo controlando o açúcar no sangue, pessoas com diabetes têm risco aumentado de doenças cardíacas. Isso acontece porque muitos fatores de risco são compartilhados, como obesidade, pressão alta e sedentarismo.

5. “Tenho histórico na família. Não tem o que fazer.”

Ter histórico familiar de doenças cardiovasculares aumenta o risco, mas não define o destino. Adotar hábitos saudáveis, fazer exames regulares e manter acompanhamento médico pode reduzir significativamente as chances de desenvolver problemas cardíacos.

6. “Colesterol alto é preocupação só para quem passou dos 40.”

Errado. O colesterol elevado pode aparecer em qualquer idade, inclusive na juventude. O ideal é que, a partir dos 20 anos, todos comecem a monitorar os níveis de colesterol e repitam os exames a cada 4 a 6 anos — ou com maior frequência, se houver fatores de risco.

7. “Insuficiência cardíaca é quando o coração para.”

Muita gente confunde os termos. Na insuficiência cardíaca, o coração continua batendo, mas não consegue bombear sangue de maneira eficaz. Isso pode causar sintomas como cansaço extremo, falta de ar e inchaço nas pernas. Já a parada cardíaca é quando o coração de fato para de funcionar.

8. “Dor nas pernas é só sinal da idade.”

Nem sempre. Dor ou cansaço nas pernas ao caminhar podem indicar doença arterial periférica (DAP) — um bloqueio das artérias das pernas que também está relacionado ao risco de infarto e AVC.

9. “Coração acelerado? Deve ser só nervosismo.”

Em alguns casos, sim. Mas alterações frequentes ou persistentes na frequência cardíaca podem indicar arritmias. Algumas são benignas, outras mais graves e exigem tratamento. Por isso, vale sempre investigar.

10. “Depois de um infarto, é melhor evitar esforço.”

Esse é um mito que pode atrasar a recuperação. Atividade física controlada e acompanhada é essencial para a reabilitação de quem teve um infarto. Com orientação médica, é possível (e necessário) se movimentar com segurança para fortalecer o coração.

A saúde do coração merece mais do que atenção ocasional — ela exige informação, cuidado e ação contínua. Quebrar esses mitos é o primeiro passo para uma vida mais longa, ativa e com qualidade. Quanto mais você conhece sobre os riscos e sinais das doenças cardiovasculares, maior é a sua chance de prevenção e controle.

E se você já tem diagnóstico ou apresenta sintomas como falta de ar, cansaço, inchaço ou dor no peito, não ignore. Cuidar do coração é uma urgência que pode começar agora.

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